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Top 60: Os Melhores Filmes da Década (2000-2009) Parte 4 (30-21)

11/08/2010

Continuando agora a lista dos top 60 filmes da década. Para referência:

Parte 1 (60-51)

Parte 2 (50-41)

Parte 3 (40-31)

30# Amnésia (Memento, 2000, Christopher Nolan)

“We all need mirrors to remind ourselves who we are. I’m no different.”

Já disse antigamente que eu considero Christopher Nolan provavelmente o diretor da década, e Amnésia foi o filme que começou a pavimentar esse caminho. Um filme que pode ser um pouco complicado de seguir a princípio por ser contado de trás para frente, mas tem um história muito criativa e envolvente, com um final inesperado característico dos filmes de Nolan. Esse modelo narrativo diferente pode as vezes ser considerado gratuito só para tornar o filme mais interessante, mas aqui ele é muito bem justificado pela história e faz sentido considerando o que o diretor quer contar. O subestimado Guy Pearce entrega uma grande performance, que criou uma personagem já icônica no cinema.

29# Gladiador (Gladiator, 2000, Ridley Scott)

“What we do in life echoes in eternity.”

Muita gente fala que Russell Crowe ganhou um Oscar injustamente por esse filme, sendo que deveria ter ganhado na verdade no ano seguinte por Uma Mente Brilhante. Eu não sei se eu concordo muito com isso, eu realmente acho que ele está fenomenal aqui, e poderia muito bem ter ganhado o prêmio pelos dois filmes. A intensidade e força que ele passa para o espectador o tempo todo é muito grande, e combinou muito bem com a personagem. Não pode-se deixar de falar também sobre esse ser o melhor trabalho de Ridley Scott em muito tempo, que para mim não vinha acertando muito até começar a nova década com essa grande obra. Sem esquecer também é claro de Joaquin Phoenix, que faz um grande vilão.

28# Oldboy (Oldboy, 2003, Chan-wook Park)

“Laugh and the world laughs with you. Weep and you weep alone.”

Oldboy foi o último filme dessa lista que eu vi, e eu posso dizer que tecnicamente é quase impecável. As cenas são todas muito bem produzidas, com uma atenção em detalhes incrível. As atuações dos protagonistas são surpreendentemente reais, considerando os rumos que a história toma. História essa que, como de costume para Chan-wook Park, é perturbada, criativa e cheia de violência. Mas só por isso não deixa de ser muito bem construída, envolvente e com viradas de roteiro que matariam qualquer M. Night Shyamalan de inveja.

27# O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James By The Coward Robert Ford, 2007, Andrew Dominik)

“You’re not so special, Mr. Ford. You’re just like any other tyro who’s prinked himself up for an escapade, hoping to be a gunslinger like them nickel books are about.”

Extremamente subestimado filme de Andrew Dominik, esse filme de nome comprido foi o segundo filme de seu diretor mas apresenta em todos os aspectos um trabalho de profissional. A fotografia é simplesmente brilhante, uma das melhores da década, com cada cena que tira o fôlego de qualquer um. O filme é bem longo, mas apresenta um ritmo muito bem conduzido, não deixando a tensão cair quase nunca. O grupo de atores que juntaram para fazer esse filme é sensacional, incluindo Brad Pitt, Casey Affleck, Sam Rockwell e Jeremy Renner, todos eles mostrando muito bem a que vieram. Ele pode parecer um pouco chato se você for esperando um filme de ação cheio de tiros e explosões, mas eu garanto que absolutamente vale a pena ser visto.

26# Amor Sem Escalas (Up In The Air, 2009, Jason Reitman)

“I’m like my mother, I stereotype. It’s faster.”

Foi com esse filme que para mim Jason Reitman entrou de vez no grupo de diretores mais competentes de hollywood hoje em dia. É impressionante como ele consegue fazer um filme misturando comédia e romance e o resultado não parecer nada como nenhuma das milhões de comédias românticas que saem por aí hoje em dia. Os filmes dele sempre parecem um sopro de ar fresco no meio de tanta coisa fabricada, mesmo ele tratando de assuntos tão mundanos. É o que acontece com Amor Sem Escalas, que tem um roteiro muito criativo, muito original, e que apesar das idéias gerais da história apresentarem aspectos comuns, os diálogos são muito eficientes e o roteiro da viradas até em certos momentos inesperadas. George Clooney está muito bem, mesmo interpretando praticamente ele mesmo, e Vera Farmiga está excelente, pra mim entregando a melhor performance do filme.

25# O Grande Truque (The Prestige, 2006, Christopher Nolan)

“Are you watching closely?”

Mais um do meu diretor preferido. Eu simplesmente adoro o gosto que Christopher Nolan tem por viradas de história, onde em certo momento do filme ele muda o entendimento do espectador sobre o filme para algo que ele não esperava. Ele fez isso em todos os seus filmes até hoje tirando os Batmans, e esse é um dos motivos porque eu gosto tanto do trabalho dele. Nesse filme ele conta uma história sobre dois mágicos amigos tentando ficar famosos, e um acidente os separa e os torna rivais. O filme conta muito bem o caminho desses dois mágicos, interpretados por Christian Bale e Hugh Jackman, enquant0 um tenta sempre estar um passo a frente do outro. Toda a história é muito bem conduzida e o final é arrasador.

24# Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003, Sofia Coppola)

“I tried taking pictures, but they were so mediocre. I guess every girl goes through a photography phase. You know, horses… taking pictures of your feet.”

Sofia Coppola tentou começar uma carreira de atriz em 1990 em O Poderoso Chefão parte III, mas isso não deu muito certo. Ainda bem que ela decidiu seguir o ofício de seu pai como diretora, que é como ela tem mostrado grande talento filme após filme. Encontros e Desencontros é um filme de história e temática simples, sem grandes reviravoltas, mas ao mesmo tempo muito profundo. A curta amizade criada por essas duas pessoas que tem que passar esse tempo em um lugar totalmente estranho, com língua e costumes diferentes, é o principal foco da história, e as suas características em si já trazem muita discussão para a mesa. O filme é sensível, sutil, e faz um grande trabalho em aproximar o espectador das personagens. Talvez o melhor trabalho que Bill Murray já apresentou em um filme essencialmente de drama, apesar de ter puxadas de comédia em momentos.

23# Ratatouille (Ratatouille, 2007, Brad Bird e Jan Pinkava)

“Change is nature, Dad. The part that we can influence. And it starts when we decide.”

Mais um da Pixar, e eu prometo que não vai parar por aqui. Eu não cheguei a assistir Ratatouille na época em que ele foi lançado, mas certo dia eu vi que ia passar na HBO, e decidi assistir. Na hora que ele terminou, eu estava me sentindo tão nostálgico e tão bem com o que eu tinha acabado de ver, que eu esperei algumas horas para assistir novamente na HBO2. O diálogo do filme em momentos é sensacional, e novamente esse estúdio consegue criar conexões reais com as personagens e sentimentos reais com relação as situações. Provavelmente o melhor filme relacionado a culinária que eu já assisti.

22# Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, 2001, David Lynch)

“It’ll be just like in the movies. Pretending to be somebody else.”

Eu tenho que admitir que eu não sou um dos maiores fãs de David Lynch que existem por aí. Nada de muito errado, só o estilo dele não me agrada tanto. Porém, seria impossível não citar Cidade dos Sonhos numa lista como essa. É o tipo de filme que é impossível você entender tudo que ele quis dizer assistindo uma única vez, e mesmo vendo seguidas vezes você ainda terá muito para pensar e para conversar sobre durante dias e dias. Alguns dizem que Naomi Watts hoje é uma estrela por causa desse filme, e é com muita boa razão.

21# Apenas Uma Vez (Once, 2006, John Carney)

“What’s the Czech for “Do you love him”?”

As vezes eu fico um pouco impressionado como filmes tão simples conseguem ser tão eficientes e tão profundos. Apenas Uma Vez é um pequeno e independente filme irlandês sobre o relacionamento de duas pessoas que se conhecem por suas relações com a música, e acabam se ajudando com seus problemas. Eu não sei se é porque eu sou facilmente influenciável quando uma música é bem colocada em um filme por ser um fã tão incondicional de música em geral ou algo do tipo, mas existem vários momentos nesse filme extremamente emocionais. As músicas cantadas são todas muitos boas e muito apropriadas para o estilo do filme, as atuações são muito realistas e a forma como a história progride eu achei que foi muito natural e agradável. Completamente obrigatório para qualquer um que goste de cinema e música.

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4 Comentários leave one →
  1. 05/09/2010 14:45

    Pô, cara! Oldboy atrás de Kill Bill é sacanagem… huauhahuahua

  2. vanessa permalink
    05/09/2010 14:54

    ei! nossa..fiquei mt entusiasmada com seu blog! rs..
    tp..mtos filmes bons e alguns nao tao conhecidos que achava q ninguem assistia alem de mim rsrs
    seus comentários sobre os filmes sao mt bons!
    parabens!

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