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Sobre o Globo de Ouro

19/01/2010

No último domingo tivemos a 67ª edição do globo de ouro, e pensei em fazer um resumo aqui sobre meus pensamentos com relação às premiações. Tivemos o grande ganhador da noite sendo Avatar, que com Up dividiu o posto de filmes com mais de uma premiação, sendo seus dois prêmios os ditos mais importantes, melhor filme e melhor diretor. Mas falarei sobre Avatar mais adiante.

Começando pelo host, que como todos esperavam, fez um excelente trabalho. Começou fazendo várias piadas sobre a NBC, a emissora responsável por transmitir o evento, e aproveitando todo momento que conseguia para fazer seu marketing pessoal, sempre com bom humor. E todas as introduções para os apresentadores dos prêmios foram muito divertidas, em especial a do Mel Gibson

Começando as premiações, temos a de atriz e ator coadjuvante. De ator, óbvio, Christoph Waltz por Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds), o prêmio mais manjado do ano, e vai ganhar sem a menor dúvida o oscar também, assim como o oscar de Heath Ledger era certo no ano passado. Sobre atriz coadjuvante, a vitoriosa foi Mo’nique, por Preciosa (Precious: Based On The Novel Push By Sapphire). Escolha já esperada, Mo’nique vem ganhando muitos prêmios. Confesso que ainda não vi nenhum dos outros filmes nessa categoria (pretendo ver Amor Sem Escalas esse fim de semana), então não posso dizer se achei merecido, mas ela fez de fato um grande trabalho em Preciosa.

Para melhor filme estrageiro, também ainda não vi nenhum dos concorrentes, mas ouvi grandes coisas do vencedor A Fita Branca (Das Weisse Band), e considerando que esse foi também o granhador da Palma de Ouro em Cannes, já se esperava que entrasse com um favoritismo. Passando para animação, para mim o prêmio mais merecido da noite. Não enfatizar o quanto eu acho que Up – Altas Aventuras não é só a melhor animação do ano, como o melhor filme do ano, e em um ano que podemos considerar ser talvez o melhor ano para animação de todos os tempos. Por Up também, Michael Giacchino leva o mais que merecido prêmio de melhor trilha sonora original. Não tenho muito a comentar sobre o prêmio de melhor música, exceto que eu fiquei muito feliz que I See You não ganhou.

Para melhor atriz, Meryl Streep e Sandra Bullock foram as ganhadoras. Com Meryl Streep nenhuma surpresa, mais do esperado e mais do que merecido, pela sua interpretação de Julia Child. Sandra Bullock não tenho tanta certeza, ainda acho que Carey Mulligan merecia mais esse ano. Em melhor ator, fiquei satisfeito com a vitória de Robert Downey Jr. por Sherlock Holmes, um filme quem para mim foi muito subestimado pela crítica, e que tem um belo trabalho de Robert. Mas creio que Daniel Day-Lewis e Joseph Gordon-Levitt talvez merecessem um pouco mais. Para melhor ator de drama, Jeff Bridges, finalmente. À muito tempo esse ator está precisando de mais reconhecimento pelos trabalhos brilhantes. Não vi Coração Louco (Crazy Heart) ainda, mas mal posso esperar.

Chegamos então nas últimas quatro categorias. Em melhor roteiro, os ganhadores foram Jason Reitman e Sheldon Turner, o que apesar de ter me feito feliz Jason Reitman ganhar um prêmio, o ganhador desse devia ter sido Quentin Tarantino, o que o próprio Jason admitiu achar antes do prêmio ser anunciado, quando falou em seu discurso: “Quentin, eu ainda estou esperando eles dizerem o seu nome, eu estou realmente confuso”. Melhor filme comédia ou musical foi para Se Beber, Não Case! (The Hangover), que é um grande filme sem dúvida, mas não devia ter ganho de um filme como 500 Dias Com Ela, mas não foi o fim do mundo também.

O fim do mundo veio nos prêmios de melhor diretor e melhor filme de drama. Apesar de eu realmente ter achado que Bigelow ia levar essa, eu não fico tão decepcionado com o prêmio de melhor diretor, é preciso confessar que Avatar é muito bonito e muito divertido, e isso foi responsabilidade completa da direção. Mas o prêmio para melhor filme de drama foi um absurdo enorme. John Campea, um dos bloggers sobre filmes que eu mais gosto de ler, fez uma observação muito interessante sobre esse prêmio. Em resumo ele apontou que a parte mais importante envolvida na criação de um filme é sem dúvida o roteiro, já que é responsável por toda a história, toda a construção de personagens e todo o diálogo. Quando um grupo de críticos premia um filme como melhor filme do ano, mas ao mesmo tempo não considera o roteiro desse filme bom o suficiente para ser indicado entre os cinco melhores roteiros do ano, nós vemos que os critérios de qualidade para um filme deixaram de se virar para a história em si. E isso é o que me dá medo.

Mas no fim foi um evento muito legal de se assistir. Como melhores momentos caso vocês queiram procurar no Youtube, eu diria que todas as aparições de Ricky Gervais, e os discursos de Meryl Streep e Robert Downey Jr., realmente valem a pena. E é lógico, a montagem em homenagem a Martin Scorsese, que apesar de ter virado uma propaganda para o seu novo filme Ilha Do Medo (Shutter Island) no final, foi maravilhosa.

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