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Review: Deixa Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In, 2008)

14/02/2010

Deixa Ela Entrar é um filme sueco que foi lançado pela primeira vez em 2008, fazendo grande sucesso entre os filmes europeus, mas não muito conhecido no público geral. Conta a história de um menino normal de 12 anos chamado Oskar, que tem problemas na escola sofrendo o famoso bullying por um grupo de outros meninos, e não sabendo como lidar com isso, parcialmente pelo fato de não possuir uma figura paterna perto todos os dias, por morar com a mãe. Certo dia uma menina peculiar chamada Eli se muda para um apartamento vizinho, junto com seu suposto pai. Aos poucos Oskar começa a construir um relacionamento bem próximo com essa menina, para mais tarde descobrir que ela é de fato uma vampira, e o homem com ela é seu servo que comete assassinatos e recolhe sangue das vítimas para suprir as necessidades de sua ama.

É difícil fazer um resumo da história de um filme, quando ele diz muito mais do que sua própria história de fato conta. O filme não conta somente a história de uma história de amor/amizade entre um humano e um vampiro (nenhuma indireta foi intencional), como também faz um estudo fantástico sobre a puberdade, os problemas enfrentados pelas crianças na transição para a fase adulta, a perda da inocência, as escolhas entre o bem e o mal, e muito mais aspectos. É um filme muito completo com os sentimentos de seus personagens, e muito eficiente em transferi-los para o espectador, construindo uma carga emocional gigantesca. É muito interessante também observar o desenvolvimento da relação entre Oskar e Eli, e o que uma representa figurativamente para a vida de um garoto, de acordo com a história que eles quiseram contar.

Metáforas de lado, a história que o filme conta também muito bonita e muito instigante. Toda a mitologia criada em volta da vampira e seu servo, do destino deles entrelaçado com o destino do garoto, é tudo belamente contado, sempre, mesmo que não pareça à primeira vista, justificando os atos de seus personagens, com detalhes que representam dada mudança na vida deles. Além de tudo isso, falando da parte mais negra da história, as cenas de ataque da vampira são antológicas, Existe suspense, tensão, emoção, amor, satisfação, e eu não lembro agora de um filme recente que tenha conseguido equilibrar tão bem aspectos como complexidade narrativa e simbolismos, com coisas relacionadas a diversão e entretenimento efetivamente, como cenas que você simplemeste olha e pensa “wow”. Pra finalizar dois detalhes que eu tenho que comentar. Primeiro, esse filme tem o melhor uso de código morse que eu já vi na minha vida no cinema. Segundo, a cena final logo antes da conclusão do filme, não tem a menor chance de não entrar para a história do cinema.

Falo sem medo que esse é o melhor filme de 2008, um dos melhores da década, e o melhor filme de vampiro de todos os tempos. Um filme que vale a pena ser visto e revisto, tanto o analisando cuidadosamente como simplesmente o sentindo.

Nota: 10,0 de 10,0.

2 Comentários leave one →
  1. Darshany L. permalink
    15/02/2010 17:23

    Estava com um pé atrás para ver esse filme, mas depois dessa resenha, não tenho dúvidas de que vou assistir. :)

  2. ANA permalink
    06/06/2011 22:22

    eu vi esse filme e ameiiiiiiiii!!1

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