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Review: Ilha do Medo (Shutter Island, 2010)

26/03/2010

E Scorsese lança seu primeiro filme depois do que lhe ganhou o tão esperado Oscar de melhor diretor. Filme esse que estava programado para ser lançado no final de 2009, mas provavelmente por alguma questão de marketing foi adiado para o começo de 2010. O filme conta a história de um detetive (Leonardo DiCaprio) e seu novo parceiro (Mark Ruffalo) que são mandados a uma ilha onde funciona um hospital psiquiátrico para pacientes criminosos. Esse detetive foi requisitado no lugar para investigar o desaparecimento de uma das pacientes, que apesar de toda a segurança, ninguém sabe onde ela está ou como escapou. De acordo com o resenrolar da história vamos descobrindo coisas sobre o passado do protagonista, e como elas se relacionam com a ilha.

É do meu entendimento que você pode colocar Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio numa sala com uma câmera, e qualquer coisa que sair de lá vai ser pelo menos assistível. E Ilha do Medo não é diferente, diria que na minha opinião é o segundo melhor filme da dupla, depois de Os Infiltrados (The Departed, 2006). Tem alguns aspectos ruins também, começando pela trilha sonora, que não é exatamente ruim, mas eu achei que em alguns momentos não funcionou muito bem, principalmente no início. Em outros momentos, mais perto do final, foi muito bem usada. Outra coisa que eu citaria na parte ruim é que eu senti alguns problemas de condução que Scorsese não costuma deixar passar. Posso mudar de idéia quanto a isso quando assistir novamente (coisa que eu vou fazer), mas a impressão que eu tive foi que se tivesse um senso de conexão entre algumas cenas, talvez tenha sido mais fácil acreditar e se conectar com as personagens.

O que eu tinha para falar do lado negativo seria basicamente só isso. O filme é maravilhoso esteticamente. Tem algumas cenas que mostram a personagem sonhando, que são exatamente como eu gosto que cenas fantasiosas sejam feitas, lembrando um pouco o tipo de uso de efeitos especiais de Um Olha do Paraíso (The Lovely Bones, 2009). Falando em efeitos especiais, ele não são muito requisitados nesse filme, mas quando são mostrados são muito bem feitos. A fotografia é uma das melhores e mais criativas que eu já vi num filme de Scorsese, e é grande parte do porque o filme é tão bonito de se ver. O elenco todo trabalha muito bem, Leonardo DiCaprio como sempre mostrando grande competência, e Mark Ruffalo, Michelle Williams, Ben Kingsley e Jackie Earle Haley todos trabalhando muito bem seus papéis.

E nem me deixe começar sobre o roteiro. Independente do quanto a história for previsível para você, você terá que admitir que é uma história extremamente interessante e instigante. As personagens todas são bem criadas e necessárias na históra, e apesar do filme ter me dado uma primeira impressão de um pouco de desconexão entre algumas partes, cada parte em si trabalha muito bem em fazer o espectador prestar atenção no que está acontecendo e se importar com o que vai acontecer.

Pode ser que depois de um tempo minha opinião mude ligeiramente, mas ainda assim eu tenho convicção que esse filme deve entrar no meu Top 10 anual no final de 2010. Grande trabalho, e espero que ainda tenhamos muitos trabalhos de Scorsese pela frente, porque o homem tem talento suficiente para não parar nunca.

Nota: 9,0 de 10,0

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