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Top 60: Os Melhores Filmes da Década (2000-2009) Parte 2 (50-41)

05/08/2010

Continuando agora a lista dos top 60 filmes da década. Para referência:

Parte 1 (60-51)

50# Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, 2004, Edgar Wright)

Can I get any of you cunts a drink?

Porque a idéia de fazer puras comédias com zumbis não é usada já a muito tempo eu não faço a menor idéia. Zumbis são criaturas que andando mancando e gemendo, e tem membros faltando, potencial cômico não falta. Melhor ainda quando é quase uma comédia romântica, e dirigida por um dos diretores mais competentes da atualidade, Edgar Wright. O filme Todo Mundo Quase Morto é extremamente eficiente no que se propõe a fazer, e é imensamente criativo. Os protagonistas Simon Pegg e Nick Frost, regulares de Wright, fazem um tremendo trabalho, e criam personagens que ficam na sua cabeça ainda por um bom tempo. O roteiro é muito bem escrito, da um ritmo excelente para o filme e não deixa a diversão parar em nenhum momento. Entretenimento garantido.

49# Donnie Darko (Donnie Darko, 2001, Richard Kelly)

“Why are you wearing that stupid man suit?”

Acho estranho como Richard Kelly não conseguiu fazer nada remotamente interessante depois de ter começado com algo como Donnie Darko. Em seu primeiro longa ele conseguiu fazer um suspense muito efetivo, que apesar de em nenhum momento se mostrar um terror propriamente dito, mostra muitos aspectos perturbadores e assustadores. O roteiro é muito bem construído; pode dar um pouco de nó na cabeça a primeira vista, mas é uma história muito bem definida e com seus clímax e situações de tensão todas em seus lugares certos. É um filme que realmente é preciso ver para formar qualquer opinião, mas assistam com uma mente aberta.

48# Alta Fidelidade (High Fidelity, 2000, Stephen Frears)

“I can’t fire them. I hired these guys for three days a week and they just started showing up every day. That was four years ago.”

Considerando que esse filme inspirou o nome e o banner do meu blog, não teria como ele não estar aqui. Mas não só pelo quanto eu me identifiquei pessoalmente com o filme, ele tem muitos méritos que valem a pena ser citados. Pra começar que o roteiro é muito original e muito bem escrito, possui humor legítimo sem apelações para piadas reusadas, e faz um excelente uso de manias de personagens para criar situações engraçadas. Outro detalhe que é muito bem usado e é grande parte da graça do filme é o uso da personagem de John Cusack como narrador e freqüentemente recitando o texto em frente à câmera. O trabalho de Cusack é realmente muito bom, mas o que mais me impressiona mesmo toda vez que eu vejo é a criatividade na história e nos diálogos. Uma comédia romântica como poucas.

47# A Ponta de um Crime (Brick, 2005, Rian Johnson)

“So now we’ve shaken the tree. Let’s wait and see what falls on our heads.”

Houveram muitas excelentes estréias diretoriais na última década, muitas inclusive que ainda aparecerão nessa lista, mas A Ponta de um Crime é uma particularmente impressionante. Impressionante em como Rian Johnson, já em seu primeiro longa, conseguiu fazer algo tão original, tão bem acabado, e imprimindo tanto seu estilo bem pessoal logo em seu primeiro longa. O filme possui um grande grupo de coadjuvantes, todos com trabalhos excelentes. Considero esse o filme que começou a pavimentar o caminho para Joseph Gordon Levitt virar de fato uma estrela, coisa que ele já está merecendo faz muito tempo. É de mais diretores como Rian Johnson que o cinema americano precisa de vez em quando para dar um boost de criatividade na indústria.

46# O Hospedeiro (Gwoemul, 2006, Joon-ho Bong)

“Pour them right down the drain, Mr. Kim.”

O primeiro dos dois filmes coreanos que estão nessa lista é um grande filme de monstro sobre a dedicação de uma família para salvar uma garotinha. O filme pode não parecer grande coisa a princípio, mas vai crescendo com o passar do tempo, até culminar em um final eletrizante. Uma característica marcante no filme, que é muito presente em todos os filmes de Joon-ho Bong, é a fotografia. Os enquadramentos são brilhantes no sentido de dar visibilidade e dar ênfase visual aos detalhes que o diretor quer que você veja. Os efeitos especiais são até bem interessantes para o nível geral de produção que o filme parece ter, as atuações são todas corretas, mas além da fotografia o que é mais importante ressaltar é a grande habilidade de condução de uma história de Bong. O suspense gradual é construído de forma muito eficiente.

45# Lavoura Arcaica (Lavoura Arcaica, 2001, Luiz Fernando Carvalho)

“A claridade da nossa casa, que parecia sempre mais clara quando a gente vinha de volta lá da vila. Essa claridade, que mais tarde passou a me perturbar.”

Para não dizerem que eu não dou importância ao cinema brasileiro, aí está um. Lavoura Arcaica é um poesia em movimento, de 3 horas de duração. Tem provavelmente o melhor trabalho em fotografia que eu já vi em um filme brasileiro na minha vida, e tem alguns diálogos que realmente conseguem impressionar e tirar o fôlego. Selton Mello lidera o elenco, que todo trabalha brilhantemente, mas ninguém tanto quando o próprio protagonista. O trabalho de Mello nesse filme é também provavelmente o melhor trabalho de atuação que eu já vi em um filme brasileiro na minha vida. O roteiro é excelente, o modo como Luiz Fernando Carvalho as vezes dá vida as palavras que estão sendo ditas é impressionante. Não acredito que seja um filme para todos, mas quem conseguir realmente desfrutar de suas qualidades provavelmente vai achar uma obra-prima.

44# [Rec] ([Rec], 2007, Jaume Balagueró e Paco Plaza)

“We have to tape everything, Pablo. For fuck’s sake.”

O terror espanhol [Rec] é um daqueles filmes de terror que não se concentra tanto em mostrar imagens perturbadoras e assustadoras, mas mais em construir tensão e dar sustos. Com esse propósito, é um dos filmes mais eficientes que já assisti. Possui em muitos momentos uma coisa que é particularmente rara em um terror hoje em dia, que é dar alguns sustos quase imprevisíveis. A condução dos momentos do filme é muito bem montada, fazendo a tensão e desespero só crescerem com o passar dos minutos. Considero o melhor filme do estilo mockumentary que eu já assisti, e os últimos 15 minutos desse filme pode ser a melhor cena de terror que eu já assisti.

43# O Virgem de 40 Anos (The 40 Year-Old Virgin, 2005, Judd Apatow)

“Yooooooooow, Kelly Clarkson!”

Eu não sei explicar exatamente o que eu tenho com esse filme. Eu só sei que eu não consigo nem ler trechos isolados de diálogos dele sem começar a rir sozinho. Nenhum filme que eu tenha assistido nos últimos anos consegue me fazer gargalhar tão constantemente quanto O Virgem de 40 Anos. E o humor do filme não depende só de piadas isoladas, mas faz muita comédia com repetições de situações e aspectos relacionados a construção das personagens. Steve Carrell é brilhante nesse filme, e me faz rir só de olhar para a cara dele. Todos os coadjuvantes estão brilhantes também, principalmente Seth Rogen, Paul Rudd e Romany Malco. Enfim, eu realmente considero esse de muito longe a grande obra de Judd Apatow.

42# O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d’Amélie Poulain, 2001, Jean-Pierre Jeunet)

“I like to look for things no one else catches.”

Acabou se tornando um dos maiores clássicos cult da última década, e sem dúvida nenhuma é um grande filmes. O filme de Jean-Pierre Jeunet apresenta enorme sensibilidade em apresentar os seus temas, e uma incrível originalidade em construir sua história. O roteiro é muito divertido, e tem méritos principalmente em criar personagens intrigantes e agradáveis de se assistir, enquanto eles vivem suas vidas. O filme apresenta um estudo muito interessante sobre a vida dessa mulher Amélie Poulain, suas manias, suas crenças, seu modo de vida e sua busca pelo amor de sua vida. Personagem essa que foi extremamente bem trabalhada por Audrey Tatou, que conseguiu um certo status de fama justamente após esse filme.

41# Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008, Danny Boyle)

“When somebody asks me a question, I tell them the answer.”

Muito já se foi falado sobre o último filme de Danny Boyle, vencedor de 8 Oscars. Há muitos que acharam o filme meio bobo, ou pelo menos não merecedor de tantos prêmios, principalmente técnicos. Eu pessoalmente gostei muito. Acho que o filme é muito bem acabado em vários aspectos, e mostra uma visão que me passou um sentimento de muita originalidade, porque o filme consegue apresentar um ponto de vista muito otimista da vida, sem parecer algo fabricado para não decepcionar os espectadores, ou algo muito pouco ousado que não traz nada de diferentes. Não acredito em nenhum momento que tenha sido o melhor filme do ano no ano em que ganhou o prêmio, mas é sim um grande filme, e na minha opinião o melhor que Boyle já fez.

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