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Top 60: Os Melhores Filmes da Década (2000-2009) Parte 5 (20-11)

13/08/2010

Continuando agora a lista dos top 60 filmes da década. Para referência:

Parte 1 (60-51)

Parte 2 (50-41)

Parte 3 (40-31)

Parte 4 (30-21)

20# Fonte da Vida (The Fountain, 2006, Darren Aronofsky)

“It’s all done except the last chapter. I want you to help me. Finish it…”

Darren Aronofsky é de fato um grande diretor. Seus trabalhos são sempre muito particulares, sempre apresentam seu estilo própria e sempre tentam nitidamente te mostrar algo que você nunca tenha visto antes. Fonte da Vida pode ser um filme de história muito complicada a princípio, mas ele muito mais da sua imaginação do que do seu raciocínio. Aronofsky conta a história de um médico com uma esposa doente, e usa de duas história paralelas para falar sobre o estado da relação do casal e da tentativa de superação do marido enquanto ele tenta descobrir uma cura. O filme faz um excelente estudo de sentimentos das pessoas frente à morte, tem uma atuação sem precedentes de Hugh Jackman, e tem uma trilha sonora de tirar o fôlego.

19# Adaptação (Adaptation, 2002, Spike Jonze)

“I loved Sarah, Charles. It was mine, that love. I owned it. Even Sarah didn’t have the right to take it away. I can love whoever I want.”

Existe uma coisa que hoje eu tenho completa certeza é que você sempre pode confiar em Spike Jonze na direção quando você quer ver algo diferente e criativo. Mais certeza ainda eu tenho na minha confiança em Charlie Kaufman escrevendo um roteiro. A história desse filme é simplesmente sensacional, em muitos momentos fazendo geniais auto-referências e sátiras a blockbusters americanos. Eu passar muito tempo falando sobre coisas específicas do grande trabalho de Jonze aqui, mas realmente o que você tem estar prestando atenção de verdade é nos diálogos e nos caminhos que a história te conduz. Além disso, é preciso comentar sobre Nicolas Cage, de quem eu tenho que confessar que eu nunca fui muito fã, mas que aqui faz coisas extraordinárias, interpretando dois gêmeos com personalidades completamente diferentes, e fazendo os dois contracenarem com perfeição.

18# Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009, Quentin Tarantino)

“You probably heard we ain’t in the prisoner-takin’ business; we in the killin’ Nazi business. And cousin, business is a-boomin’.”

Tem muito pouco para se falar ainda sobre o último filme de Tarantino, que ainda está fresco em nossas memórias. É absolutamente genial, diversão do começo ao fim, e todas as melhores características que um filme de Quentin Tarantino pode ter. O elenco, com exceção de Eli Roth de quem eu não consigo gostar, trabalha muito bem como um todo. Lógico que o destaque todo no final das contas ficou com Christoph Waltz que roubou a cena completamente, e virou um ícone no mundo inteiro, da mesma forma que Heath Ledger fez em 2008 em O Cavaleiro das Trevas e Javier Bardem fez em 2007 em Onde os Fracos Não Tem Vez (No Country For Old Men, 2007).

17# O Pianista (The Pianist, 2002, Roman Polanski)

“They all want to be better Nazis than Hitler.”

Falando de filmes situados no holocausto, O Pianista é com certeza um dos melhores. Essa história desse que era um dos pianistas mais admirados da região, e de repente se viu segregado e depois preso com sua família, e viu massacres serem realizados, é muito bonita e tem vários momentos de emoção real. Da mesma forma que algumas cenas chocam devido a atos de crueldade, algumas cenas mostram uma beleza e sincronia muito grande. Certamente que boa parte do mérito vem do trabalho de Adrien Brody, que sempre se mostrou muito competente, mas esse foi com certeza o papel de sua vida. Mereceu todos os prêmios que recebeu, e ainda poderia ter ganho mais alguns.

16# Sin City (Sin City, 2005, Robert Rodriguez e Frank Miller)

“An old man dies. A young woman lives. A fair trade.”

Eu não sei como exatamente Robert Rodriguez fez, mas Sin City é um filme que nunca deixa de me empolgar. Eu já assisti diversas vezes, e sempre tem o mesmo efeito. A combinação do estilo próprio, mostrando belas imagens em preto e branco e algumas cores estratégicas as vezes, com as narrações das história muito bem executadas e muito bem encaixadas no filme, com a violência, exageros e caracterizações comuns nos trabalhos de Rodriguez, fazem desse um filme extremamente empolgante, que nunca perde sua mágica. O elenco é cheio de rostos famosos, e eu tenho que dizer todos, com exceção talvez de Jessica Alba em alguns momentos, fazem um trabalho muito competente, com muita confiança. Eu sinceramente não acredito algum dia Robert Rodriguez conseguirá superar Sin City.

15# Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007, Paul Thomas Anderson)

“I… drink… your… milkshake! I drink it up!”

Filme que está em 1# lugar em muitas listas de melhores da década, por muito boas razões. Paul Thomas Anderson faz outra obra de cair um queixo, por vários motivos. Para começar que o grau de detalhe que todos os aspectos do filme apresentam é impressionante. É impossível você ter qualquer conversa inteligente sobre ele sem ter visto pelo menos 2 vezes, porque muita coisa passa despercebida. A forma que o filme é montado é extremamente interessante e as cenas são surpreendentemente impecáveis. Sem falar na que eu considero a melhor performance por um ator em toda a década. Daniel Day-Lewis tem um trabalho tão impecável e tão rico em detalhes no filme quanto seu diretor. Em cada momento do filme, o jeito que ele está agindo significa alguma coisa. Talvez, se você considerar puramente técnica, esse realmente seja o melhor filme da década.

14# Os Infiltrados (The Departed, 2006, Martin Scorsese)

“When I was your age they would say we can become cops, or criminals. Today, what I’m saying to you is this: when you’re facing a loaded gun, what’s the difference?”

Muitos dizem que esse foi o filme que deu o Oscar de consolação de Martin Scorsese, e que ele não deveria ter ganho por esse filme. O primeiro problema com isso é que não importa se ele já fez filmes melhores que não ganharam, importa se ele fez o melhor filme de 2006 para ganhar em 2006. Segundo que eu acredito de coração que esse seja um dos melhores filmes que ele já fez. Remake de um filme asiático chamado Infernal Affairs de 2002, tem uma excelente história de policiais e criminosos, com um final surpreendente. O elenco é estelar, passando por Leonardo DiCaprio, Jack Nicholson, Matt Damon, Martin Sheen, Vera Farmiga e Alec Baldwin, todo mundo fazendo trabalhos excelentes. Até o Mark Wahlberg o senhor Scorsese conseguiu fazer atuar direito. Todos os prêmios que ganhou foram merecidíssimos, na minha opinião.

13# Kill Bill: Vol. 1 e Vol. 2 (Kill Bill, 2003/2004, Quentin Tarantino)

“That woman deserves her revenge and we deserve to die.”

Por mais que Bastardos Inglórios seja extasiante, não acho que seja o melhor de Tarantino da década. Kill Bill é um filme que consegue me empolgar mais ainda, com tudo o que você pode esperar de um filme desse grande diretor. A saga vingativa da noiva une grandes cenas de luta, personagens muito bem pensados e uma trilha sonora quase perfeita. Todas as experimentações, que vão da história de O-Ren Ishii contada como um anime japonês, até a luta em preto e branco com o exército, foram todas muito bem colocadas e sempre adicionavam algo mais ao filme. Tem muitas tomadas bonitas, talvez com o melhor trabalho em fotografia já feito em um filme dele, e todos os atores e atrizes cumprem seu papel com maestria. Principalmente Uma Thurman, que ajudou a colocar a Noiva na história eterna do cinema mundial.

12# Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008, Christopher Nolan)

“Introduce a little anarchy. Upset the established order, and everything becomes chaos. I’m an agent of chaos.”

Já deve cansativo nesse momento falar sobre porque O Cavaleiro das Trevas é tão bom, porque todo já sabe e já passou dois anos falando sobre. Esse filme estabeleceu uma marca a ser superada e vai virar para sempre referência para todos que tentarem fazer um filme de super-herói, sem falar na criação de expectativa para o terceiro filme da série. Ele é inteligente, obscuro, lida com temas muito mais adultos e não te deixa perder a concentração nenhum minuto. Heath Ledger faz a performance de uma vida, da tudo de si, e recria uma personagem que já é uma das mais admiradas da história recente do cinema. O elenco todo é muito bom, comentando sobre a mudança de Katie Holmes para Maggie Gyllenhaal interpretando Rachel Dawes, que melhorou 150% a personagem. O roteiro é completamente sem precedentes em filmes baseados em histórias em quadrinhos, e o final me dá arrepios todas as vezes.

11# WALL-E (WALL-E, 2008, Andrew Stanton)

“Ta-dah!”

Tem algo que a Pixar se tornou muito boa em fazer que é sequências longas de história contada sem nenhum diálogo e nenhuma narração, coisa que eles começaram principalmente a partir de Ratatouille. E WALL-E eles resolveram experimentar um pouco mais com isso, já que a maior parte do filme não tem diálogo nenhum e só apresenta comunicação visual. O resultado foi uma obra-prima incontestável. O filme tem todas as melhores características que os filmes da Pixar sempre apresentam, em suas melhores formas, e apresentam sequências divertidas e maravilhosas de se olhar simplesmente mostrando as ações dos personagens. Eles conseguiram demonstrar sentimentos, vontades e intenções em robôs que não falam durante a maior parte do filme. Isso realmente não é para qualquer um.

3 Comentários leave one →
  1. lucas eduardo permalink
    19/10/2013 19:19

    “A lista de Schindler” devia estar entre os dez primeiros!

    • Renato permalink
      01/02/2016 14:11

      Isso é dos anos 2000 imbecil e a Lista de schindler é dos anos 90

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