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Primeiro Trailer Completo de Brave

20/11/2011

Todos sabemos que, independente de quantos Carros sejam lançados, a Pixar sempre tem grandes chances de lançar um dos melhores filmes do ano todo ano. O filme que o estúdio lançará em 2012 se chama Valente, e o seu primeiro trailer completo acabou de sair. Eu tenho que dizer que esse definitivamente tem potencial para trazer a mágica da Pixar de volta. Apesar de ter algumas tentativas de humor que eu achei meio “Disney” demais, o trailer me tirou o fôlego. Mas vejam por vocês mesmos:

 

 

Fonte: Film School Rejects

For Your Consideration… Harry Potter

12/11/2011

Não sei se todos vocês já viram isso, mas todo ano, conforme vamos nos aproximando das épocas de premiações, os estúdios começam a trabalhar com força em campanhas para o Oscar. Em geral são feitos pôsters ou vídeos com o título de “For your consideration” apresentando seus filmes mais fortes e categorias nas quais os próprios estúdios acham que eles deveriam ser “considerados”. Ainda estamos no meio de novembro, mas a Warner Bros. já lançou o primeiro vídeo de divulgação de Harry Potter:

Gostei bastante do vídeo, e acredito ser válida a tentativa. Se existe algum filme da franquia que tem chance de levar algo pra casa, é esse último. Pessoalmente, eu acredito que seja o melhor dos oito, e um dos melhores filmes do ano até o momento. Muitos filmes ainda estão para sair, ainda mais aqui no Brasil onde em geral os filmes que realmente tem chances de ganhar Oscars entram no cinema por volta de janeiro e fevereiro do ano que vem. Vamos esperar o que vem por aí, mas a esperança é a última que morre.

Fonte: First Showing

O Ano Em Que a Pixar Deixa a Disputa de Animações Um Pouco Mais Interessante

08/11/2011

Não é surpresa para ninguém o domínio que a Pixar tem sobre a categoria de animação em basicamente todas as premiações existentes. E se você me conhece um pouco que seja, você sabe que eu concordo completamente com isso. O estúdio simplesmente não erra. Ou pelo menos quase nunca. Confesso que eu ainda não assisti Carros 2 (preciso corrigir isso rápido), mas pelo que dizem não é exatamente o mesmo nível de qualidade que estamos acostumados a receber deles. Sendo assim, é possível que tenhamos (surpresa surpresa) uma disputa equilibrada.

Rango, por exemplo, é um filme que nunca mereceria um prêmio contra os melhores da Pixar, mas esse ano com certeza é um grande candidato. Ou então Gato de Botas, o spin-off de Shrek que parece ser bem divertido. Ou ainda As Aventuras de Tintim, produzido por Steven Spielberg e Peter Jackson e que vem sendo bem elogiado. Sem esquecer também de Kung Fu Panda 2, ou o filme do novo do brasileiro Carlos Saldanha, Rio. E, pra falar a verdade, muitos outros.

E a parte interessante não é só essa. Em geral a categoria de animação acaba ficando somente com três indicados. Pelas regras do Oscar é preciso ter pelo menos 16 filmes elegíveis na disputa para que tenhamos cinco indicados. Pois então senhores, esse ano 18 foram submetidos para consideração:

  • Rango
  • Kung Fu Panda 2
  • Gato de Botas
  • Rio
  • Carros 2
  • Deu a Louca na Chapeuzinho 2
  • Gnomeu e Julieta
  • Marte Precisa de Mães
  • O Ursinho Pooh
  • As Aventuras de Tintim
  • Operação Presente
  • Happy Feet 2
  • Alvin e os Esquilos 3
  • Os Smurfs
  • Alois Nebel
  • Um Gato em Paris
  • Chico & Rita
  • Wrinkles

Dessa forma, considerando que todos esses sejam considerados elegíveis pela academia, cinco desses serão indicados. Meu palpite tendo visto muito poucos deles seria Carros 2, Tintim, Rango, Kung Fu Panda 2 e Gato de Botas. Mas o que importa é que no próximo Oscar teremos uma disputa de verdade, e vai ser interessante tentar pensar nos candidatos conforme a data se aproxima.

Fonte: /Film

Review: Contágio (Contagion, 2011)

03/11/2011

Esse filme passou completamente despercebido pelo meu radar. Eu só sei que um dia muito tempo atrás eu vi um trailer dele, e nunca mais ouvi falar. O que eu acho surpreendente dado que ele tem um dos elencos mais impressionantes que eu já vi em muito tempo. A história basicamente começa com uma mulher voltando de sua viagem à Hong Kong indo ao encontro de sua família. Ela porém começa a apresentar sintomas estranhos que vão se agravando rapidamente até sua morte. Diversas pessoas em lugares diferentes começam a parecer sofrer da mesma doença e uma corrida começa para parar a epidemia.

Eu vou começar falando um pouco das qualidades do filme, que são muitas, mas não vai tomar muito espaço. As atuações, como já era de se esperar, são perto de impecáveis. Kate Winslet, Matt Damon, John Hawke, Laurence Fishburne, Marion Cotillard, …, e a lista só continua. Essas são todas pessoas que não precisariam de nenhum tipo de guia pra fazer um bom trabalho, e ainda assim Steven Soderbergh já é conhecido como bom diretor de atores, era previsível que isso seria uma qualidade clara do filme.

Além disso eu queria comentar simplesmente que o filme é interessante. Eu não costumo gostar de filmes sobre epidemias com frequência, não sei exatamente porque, só sei que em geral eu não consigo me entreter tanto. Esse filme faz muito bem a conexão emocional com as personagens com o objetivo de fazer você realmente se importar com o que está acontecendo. Isso realmente fez a diferença.

Agora para o outro lado da moeda. O filme é muito bem acabado e muito corretamente construído. Ok, eu sei que isso é uma qualidade, eu não estou ficando doido. A questão é que o filme realmente não toma nenhum risco. Ele não tenta ir em lugares que não foram explorados. Ele é aquele típico filme muito bom que não tem nada de especial. É uma das grandes provas de que o filme pode ser perto de impecável, mas mesmo assim não ser impactante.

E eu tenho que confessar que todos os filmes que eu já vi do Steven Soderbergh tem efeitos parecidos em mim, e todos que eu não vi dele mas vi trailer me dão a mesma impressão. Talvez seja algo bem pessoal meu, mas enfim.

No mais, não vai ser um filme que vai ficar na minha memória por muito tempo, mas é um filme que eu recomendo todos verem, porque tem qualidade inegável.

Nota: 8,0 de 10,0

Review: Contra o Tempo (Source Code, 2011)

16/10/2011

Bom, já faz um tempo que eu não escrevo reviews, e está na hora de voltar, visto que eu realmente quero manter esse blog vivo. E eu venho assistindo uma boa quantidade de novos filmes ultimamente, então nada mais justo do que divulgar minha opinião sobre eles. Contra o Tempo é segundo filme dirigido por Dunca Jones, que teve sua estréia diretorial com o grande Lunar (Moon, 2009), que entrou na minha lista dos melhores filmes de 2009. Você pode perceber então que esse seria um filme particularmente esperado por mim.

O filme começa com um homem e uma mulher em uma viagem de trem. O homem porém não lembra como chegou ali e porque a mulher parece o confundir com outra pessoa. Em um momento o trem explode, e o homem, chamado Colter Stevens, aparece em uma cabine, onde uma pequena tv aparece com uma mulher explicando que ele está sendo mandado de alguma forma para um evento de um atentado terrorista que ocorreu no mesmo dia mais cedo, e então a mesma viagem de trem começa a se repetir.

Vamos primeiro falar sobre as partes boas do filme. Jake Gyllenhaal como sempre mostra serviço e traz uma grande quantidade de personalidade a personagem. Além dele o filme conta com duas atrizes que eu gosto muito, Michelle Monaghan e Vera Farmiga, e ambas carregam seus papéis com muita precisão. Ninguém vai ganhar um Oscar, mas certamente não há nada do que reclamar nesse quesito.

Em comparação com Lunar a história acaba apresentando um pouco mais de elementos dramáticos, o que é em parte bom e em parte ruim. Ele consegue em vários momentos puxar melhor o público no sentido de provocar sentimentos. Por outro lado também sacrifica um pouco da proximidade com a realidade. Mas a história de forma geral é o que mais ajuda o filme a funcionar. Ele acaba sendo basicamente um blockbuster de ação que você não precisa desligar o cérebro para assistir. E ele funciona como tal.

Tenho que admitir que ele caiu um pouco demais em tendências hollywoodianas do que eu gostaria. Em alguns momentos você se encontra desejando que certas coisas não aconteçam como você espera, mas você acaba perdoando porque existe diversão o suficiente no filme para isso.

Uma última coisa que eu preciso comentar é de que conforme o terceiro ato se aproxima, a gente acaba tendo uma boa ideia de que existem duas formas como o filme pode terminar. Inicialmente eles escolheram terminar com a que me agradava menos, mas da forma que foi feito eu acabei gostando mais do final do que eu esperava.

Concluindo, Contra o Tempo é um filme que eu não sei o quanto vai sobreviver entre os melhores filmes do ano, mas eu recomendo todos verem com certeza. Eu acredito que Lunar seja um filme mais redondo, mas Contra o Tempo tem também certas qualidades que Lunar não tem, sendo na minha opinião uma sequência digna à carreira de Duncan Jones.

Nota: 8,5 de 10

Um Agradecimento a Steve Jobs

07/10/2011

Talvez eu esteja um pouco atrasado na notícia. Talvez também você esteja pensando “por que a notícia do falecimento do CEO de uma grande empresa de tecnologia caberia em um blog sobre filmes”. Por outro lado, se você estiver lendo um blog sobre filmes você tem grandes chances de saber do envolvimento de Jobs com a Pixar. Eu não diria que Steve fundou a Pixar, muito menos que foi responsável em algum momento por seu processo criativo, mas com toda a certeza não existiria Pixar sem Steve Jobs.

Ele foi a pessoa que realmente acreditou que a turma de John Lasseter de fato tinha algo de potencial. Ele foi a pessoa que de fato investiu tempo, confiança e uma grande quantidade de dinheiro em algo que até o momento não passava de um sonho de meia dúzia de pessoas. Ele foi diretamente responsável por desenvolver e impulsionar não só uma grande fábrica de animações e, pelo que eu ouço, um dos melhores lugares para se trabalhar, mas na minha opinião também, o melhor estúdio de produção de filmes do mundo. Não somente de animações, de filmes de qualquer tipo.

Em 2005 Jobs fez um discurso para uma turma que se graduava em Stanford, e para quem ainda não assistiu ainda estou passando para a frente como uma homenagem, e para todo mundo conseguir perceber toda a inteligência e visão por trás desse grande nome:

 

 

 

No mais, obrigado Steve. Eu sei que todo mundo provavelmente está te agradecendo por seus iPods, iPhones, iPads, MacBooks e etc., mas eu te agradeço acima de tudo por ter tornado possível a confecção de alguns dos melhores filmes que eu já tive o prazer de assistir.

As Melhores Cenas Improvisadas do Cinema

13/09/2011

É um assunto complicado falar sobre improvisos de atores. A não ser que você tenha o roteiro original em mãos é bem difícil dizer exatamente quanto de influência o ator teve no desenvolvimento de uma cena quando se diz que ela foi “improvisada”. Por esse motivo eu achei esse vídeo que mostra, na opinião dos editores, as 25 melhores cenas improvisadas da história do cinema, tão interessantes. Muitos desses filmes já são clássicos, e é muito legal assistir cenas que você já admirou por tanto tempo, mas agora sabendo que só o que diretor fez foi dar uma direção, e que todo o diálogo foi criado no calor da batalha. As anotações do vídeo explicam detalhes sobre a cena:

Confesso que não sabia que o icônico “I know” de Star Wars em resposta ao “I love you” tinha sido improvisado por Harrison Ford. Teria deixado a cena consideravelmente diferente. Além disso, todo o top 5 é bastante impressionante. São todos exemplos de cenas que marcaram no filme em questão, e foram criadas inteiramente enquanto a câmera rodava.

Fonte: /Film

Pôster e Trailer Inglês de “Precisamos Falar Sobre Kevin”

11/09/2011

Nunca assisti nada de Lynne Ramsay, mas já tinha ouvido algumas coisas sobre o livro, que parece ter uma história bem legal. O trailer é bem interessante, e é sempre um bom sinal quando um filme é elogiado pelo autor do livro que o originou. Além do que também, Tilda Swinton e John C. Reilly são tremendos atores.

 

Trailer de Coriolanus

04/09/2011

Coriolanus é mais uma estréia diretorial de um ator se aventurando por trás das câmeras, o que tem acontecido com mais frequência com o passar do tempo, alguns casos recentes sendo Mark Ruffalo e Vera Farmiga, e alguns já um pouco mais experientes como Ben Affleck e Jodie Foster. Dessa vez o iniciante se chama Ralph Fiennes, e é conhecido pelos seus trabalhos de ator em filmes como A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993), O Paciente Inglês (The English Patient, 1996), e mais recentemente em O Leitor (The Reader, 2008). E para seu primeiro trabalho ele está filmando nada menos do que uma obra de Shakespeare.

O trailer para mim pareceu bem interessante. Li de pessoas que já assistiram o filme que a propaganda não é exatamente justa, visto que o filme aparentemente não é tão cheio de ação quanto o trailer sugere, mas assim eu tive uma sensação boa sobre esse filme, e prevejo algumas boas construções de personagem. Vejam por vocês mesmos:

Fonte: In Contention 

Top 15: Os Melhores Filmes de 2010

28/08/2011

Então chegamos ao momento que todos esperávamos, que é a discussão e confecção de listas de filmes, nesse caso em respeito ao último ano que passou, 2010.

“Mas Marcelo, nós já estamos em agosto de 2011, ninguém mais se lembra ou se importa com a maioria desses filmes. Além disso você não publica mais nada aqui desde janeiro.”

É, eu sei. Desculpa por isso. O último semestre foi meu conturbado, pra ser sincero não tive muito tempo pra me concentrar nos meus hobbies. Obviamente eu pretendo mudar isso, e estou estabelecendo uma meta de pelo menos 3 posts por semana a partir de agora. Não quero deixar esse blog morrer, eu realmente gosto daqui.

Mas promessa é dívida, antes tarde do que nunca, e qualquer outro clichê que sirva como minha desculpa esfarrapada.

Falando sobre o ano de 2010 em filmes, acredito que em geral não tenha me empolgado tanto quanto 2009. Apesar de os dois primeiros colocados dessa lista serem filmes de nível que, na minha opinião, as vezes não aparecem nem um por ano, quanto mais dois, pegando uma coleção maior de filmes e tirando uma média eu não acredito que você tenha uma seleção tão forte quanto a do ano passado. Isso me fez até pensar um pouco em diminuir o tamanho que eu usei ano passado (15 menções honrosas e 15 da lista principal), mas como sempre tive uma certa dificuldade de decidir o que cortar.

Acho que é seguro dizer que 2010 teve dois grandes pontos fortes. Em primeiro lugar, as animações. Parece que todos os maiores estúdios de animação da indústria decidiram aumentar o nível no mesmo ano, formando uma competição bem forte (apesar da escolha do melhor entre eles continuar bem clara). Outra coisa que me impressionou foram os documentários. Tem alguns inclusive que eu assisti e não entraram na lista, mas eu ainda recomendaria assistir, como Restrepo por exemplo.

Bom, então para começar, aqui estão 15 filmes que não estão entre os meus preferidos, mas eu ainda recomendo que todos vejam por si mesmos:

Atração Perigosa (The Town, Ben Affleck): Esse é um filme que entrou aqui meio de última hora, por eu realmente não achar tão bom quanto tanta gente achou. Mas o filme tem suas qualidades, principalmente em construção de personagem, então vale a ver por si mesmo.

Bravura Indômita (True Grit, Joel Coen e Ethan Coen): Não é tão bom quanto as últimas tentativas dos irmão Coen, mas com certeza vale a pena assistir. E Jeff Bridges provavelmente mostra uma performance melhor do que a que lhe rendeu o Oscar no ano anterior.

A Casa (La Casa Muda, Gustavo Hernández): Esse filme de terror uruguaio que eu vi recentemente não chega aos níveis de filmes como [REC] e Abismo do Medo, mas possui elementos muito interessantes, como a impressão de que foi tudo gravado em uma tomada, e algumas formas muito criativas de criar tensão.

Catfish (Henry Joost e Ariel Schulman): Um dos “documentários” presentes na lista. Usei aspas porque se não estou enganado foi provado recentemente que ele foi armado, e não feito retratando uma história real. A questão é que, nesse caso, o filme é ainda mais brilhante.

Deixe-Me Entrar (Let Me In, Matt Reeves): Não achei que iria achar muita coisa desse filme, considerando o quanto eu guardo o original sueco Deixa Ela Entrar em um lugar especial no meu coração. Mas confesso que, apesar de não chegar aos pés do original, ele funciona como uma boa homenagem.

O Discurso do Rei (The King’s Speech, Tom Hooper): Sim, ganhou o Oscar, muita gente colocou entre os 5 melhores do ano, blablabla. Não achei tão bom assim, não é um filme que eu vou me lembrar daqui a vários anos como um dos melhores filmes de 2o10, mas com certeza é um ótimo filme que vale a pena ser visto por todos.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1, David Yates): É desnecessário falar quão bem David Yates fez a essa franquia. Ele literalmente salvou Harry Potter de virar o tipo de filme que ganha milhões pela popularidade mas não acrescentam nada a vida de ninguém. Estúdios devem levar esse caso como estudo sobre como tratar direito uma franquia de sucesso.

A Mentira (Easy A, Will Gluck): Muito divertido e engraçado, com um roteiro surpreendentemente inteligente. Emma Stone terá se confirmado como uma estrela depois de O Espetacular Homem Aranha, e A Mentira será pra sempre lembrado como um dos primeiros passos nessa direção.

Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right, Lisa Cholodenko): Outro filme que eu não achei tão bom quanto a maioria, certamente não bom o suficiente para ser indicado para melhor filme do ano entre 10, mas ainda assim ganha espaço nas minhas recomendação, principalmente devido às atuações.

Rebelde Com Causa (Youth in Revolt, Miguel Arteta): Michael Cera atua as vezes. Quem diria.

Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole, John Cameron Mitchell): Não imaginei que um filme simples e direto sobre o processo de aceitação de um casal à morte de seu filho pudesse ser tão interessante, mas a forma como o diretor evita cair em melodramas e momentos depressivos demais, e ainda assim ser emocional, é impressionante.

Reino Animal (Animal Kingdom, David Michôd): Excelente filme australiano sobre uma família e seu envolvimento com o crime que devia estar recebendo muito mais atenção do que está.

Trabalho Interno (Inside Job, Charles Ferguson): Documentário ganhador do Oscar sobre a crise econômica de 2008. Qualquer pessoa vai gostar desse filme, mas se você é interessado nas reais causas dessa grande crise global, ou se você simplesmente gosta de assistir infratores sendo desmascarados, você vai adorar.

O Último Exorcismo (The Last Exorcism, Daniel Stamm): Mais um da série de câmeras de mão (como [REC], A Bruxa de Blair, Cloverfield, …) e o melhor filme sobre exorcismo dos últimos muitos anos.

O Vencedor (The Fighter, David O. Russell): Um pouco superestimado, mas de qualquer forma ainda considero o fato de ter conseguido me trazer diversão em um filme sobre um boxeador um grande feito. Recomendo.

Indo então para a lista oficial:

15# Ilha do Medo (Shutter Island, Martin Scorsese):

“Which would be worse – to live as a monster? Or to die as a good man?”

Eu não sei muito bem categorizar qual seria mais ou menos a opinião geral sobre esse filme. Muita gente na comunidade de blogs de filmes não gostou muito, alegando ser um exercício de estética sem qualquer tipo de sentimento. Outros, dada essa reação, discordaram considerando o filme incompreendido. A resposta dos críticos parece ter sido parecida. Mas se tem uma coisa inegável aqui para todo mundo, até considerando a caracterização “exercício de estética”, é que a fotografia e a direção de arte aqui são impecáveis. Eu não se sou eu que tenho um fraco para esse tipo de cena, mas todas as cenas em que Teddy Daniels vê sua mulher (como a da foto) são visualmente lindas. E no meu caso a história teve sim um efeito emocional, então eu estou oficialmente me enquadrando no segundo grupo e recomendando o filme com convicção.

14# Namorados Para Sempre (Blue Valentine, Derek Cianfrance):

“In my experience, the prettier a girl is, the more nuts she is, which makes you insane.”

Pior caso de propaganda enganosa da história do cinema. Ou para ser mais preciso, da história das traduções de nomes para o português, e do marketing cinematográfico no Brasil. Além de terem a audácia de chamar o filme de “Namorados Para Sempre”, eles ainda lançaram ele no dia dos namorados, chamando de “o filme perfeito para ver no dia dos namorados”, na esperança de atrair casais para o cinema. Esse NÃO é o tipo de filme para você ver com sua(eu) namorada(o) e sair todo apaixonado andando nas nuvens. Mas é certamente um filme que vale a pena ver, independente de com quem for. É um daqueles tipos de filme que atingem o telespectador pela brutalidade com que a realidade é apresentada, sem rodeios ou melodramas. E se esse filme merece algum prêmio seria com certeza para a dupla de protagonistas Ryan Gosling e Michelle Williams, que fazem um trabalho fenomenal juntos.

13# Caminho da Liberdade (The Way Back, Peter Weir):

“Kindness. That can kill you here.”

Honestamente, quando eu terminei de ver esse filme eu não achei que ele fosse chegar a essa lista numa posição tão alta. Na verdade, até minutos antes de eu finalizar a lista ele ainda estava nas menções honrosas. Mas tentando lembrar de cada filme que eu coloquei aqui para chegar numa conclusão final eu comecei a notar o quanto várias cenas desse filme em específico me vieram à cabeça, e o quanto quase todas as personagens voltaram a mim com todas as suas características, mesmo fazendo um bom tempo que eu vi. Só aí que eu percebi o quanto esse filme é bem acabado e bem pensado. A história é bonita, as personagens são bem construídas, a fotografia é maravilhosa, as atuações são todas eficientes e o roteiro é bem estruturado. É um filme certamente merecedor de muito mais crédito do que lhe foi atribuído.

12# Um Ano Mais (Another Year, Mike Leigh):

“You can’t go around with a big sign saying don’t fall in love with me I’m married.”

Esse foi um dos últimos a serem assistidos, e honestamente eu não sei explicar tão bem por que o filme é tão bom quanto é. Como Blue Valentine, é um filme que trabalha com aproximação à realidade para provocar proximidade de relação com o espectador. Além disso, o grande trunfo aqui talvez sejam as personagens e os grandes trabalhos que Mike Leigh tira de cada ator. Cada um tem sua personalidade bem determinada e nenhum deles se torna uma caricatura. É uma drama bem redondo como pouco se vê hoje em dia, e se você tiver a disposição para investir nessa história certamente irá sair dela se sentindo diferente, e com um monte de pensamentos novos que irão circular pela sua cabeça por dias.

11# Exit Through the Gift Shop (Banksy):

“I used to encourage everyone I knew to make art; I don’t do that so much anymore.”

Esse filme foi uma enorme surpresa. A primeira tentativa no mundo do cinema do artista de rua que chama a si mesmo de Banksy. Existem várias teorias por aí afirmando que esse filme foi uma armação, eu pessoalmente acredito ser de fato um documentário até que se prove o contrário. Mas a questão é que, como Catfish, ser uma armação torna o filme ainda mais brilhante. É incrivelmente difícil fornecer algum tipo de sinopse ou resumo de um filme que muda o seu foco o tempo inteiro, e você nunca sabe exatamente o que vai acontecer depois. Apesar de valer a pena só pelas reviravoltas, ele ainda tem grande valor de entretenimento, principalmente com relação a comédia. Procure esse filme para assistir, você não vai se arrepender.

10# Como Treinar o seu Dragão (How to Train Your Dragon, Dean DeBlois e Chris Sanders):

“Most people would leave, but not us. We’re Vikings. We have stubbornness issues.”

Eu não disse que esse foi um bom ano para animações? E essa é, de longe, a melhor que a Dreamworks já produziu. Esquece Shrek, Kung-Fu Panda e Madagascar. This is the real deal. Pra variar um pouco, vemos aqui finalmente uma animação não-Pixar lidar com artifícios de roteiro e diálogos que não apetecem somente à crianças. Não existe mais aquela situação em que você rola os olhos para cima pensando “isso é estúpido e infantil”. A animação do filme é linda e a história é muito bonita, com uma quantidade surpreendente de conteúdo. Sem falar lógico das cenas de ação. Tem cenas de vôos de dragões aqui que sinceramente fazem inveja a Avatar. E falando em Avatar, Como Treinar o seu Dragão se junta a ele como um dos únicos filmes que eu já vi que realmente mostraram algo de interessante com a tecnologia 3D. Mas isso não é tão importante, se você não viu ainda você pode alugar e assistir na sua sala que o filme vai ter o mesmo efeito. Espero que esse seja o primeiro de muitos.

9# Kick-Ass – Quebrando Tudo (Matthew Vaughn):

“Okay you cunts… Let’s see what you can do now.”

Talvez Kick-Ass não tenha se dado tão bem criticamente como deveria por ser o tipo de filme que se você não ama, certamente irá odiar. Não existe meio termo aqui. Como você já deve ter imaginado com a posição em que eu coloquei o filme aqui, eu estou no primeiro grupo. O motivo que eu digo que existe tanta divergência é porque se não aceitar completamente a ideia de uma garotinha falando palavrões e assassinando pessoas de formas brutais, você pode achar esse filme um pouco desconfortável. Mas se você comprar essa ideia, e a de um bando de adolescentes tentando ser super-heróis em um mundo real, eu garanto que o filme é diversão e empolgação do começo ao fim. E outra coisa que eu garanto é que, quando Chloë Grace Moretz estiver com 50 anos ganhando sua décima indicação ao Oscar, todo mundo ainda vai lembrar de Hit Girl.

8# 127 Horas (127 Hours, Danny Boyle):

“Hey there, Aron! Is it true that you didn’t tell anyone where you were going?”

Não são muitos os filmes que tem a capacidade de te puxar para o estado emocional que ele quer te trazer, não importando o estado emocional em que você já está. O primeiro filme de Danny Boyle desde a sua aquisição de um Oscar faz exatamente isso, principalmente quando se aproximando do final. Ele constrói essa relação do espectador com a personagem, considerando que quase todo o filme, com exceção de alguns flashbacks, é James Franco sendo filmado falando e agindo em um único cenário. E por falar em James Franco, que trabalho hein? Se esse filme não afirmar esse ator como um dos melhores de sua geração, eu não sei o que afirmaria.

7# Enterrado Vivo (Buried, Rodrigo Cortés):

“I need one million dollars by nine o’clock tonight or I’ll be left to die in this coffin!”

Enterrado Vivo tem algumas semelhanças com o filme sobre o qual eu acabei de falar, no sentido de limitações de cenário e personagens. Aqui ainda mais extremo, visto que ele só possui literalmente um cenário e um ator. Argumentos podem ser feitos para afirmar que o filme anterior em questão, e muitos outros mais acima na lista sejam mais interessantes do que o filme de Rodrigo Cortés em termos simplesmente de qualidade, e isso não seria mentira. Os motivos por Enterrado Vivo estar tão alto nessa lista talvez sejam mais pessoais. Muito poucos filmes conseguiram me prender, me trazer para um estado de empolgação e não decepcionar até o último segundo em termos de tensão como esse. E ter conseguido isso com uma câmera dentro de um caixão filmando uma única pessoa o tempo inteiro eu considero ser um feito e tanto.

6# Inverno da Alma (Winter’s Bone, Debra Granik):

“I’d be lost without the weight of you two on my back. I ain’t going anywhere.”

De onde surgiu essa menina? Eu juro que eu nunca tinha ouvido falar de Jennifer Lawrence antes desse filme, e o meu queixo permaneceu caído durante os 100 minutos de filme. Ela domina essa história com uma maestria que pouco se vê hoje em dia na indústria. Obviamente não é só ela que faz o filme, todo mundo trabalha muito bem, com a devida consideração a John Hawkes principalmente, mas ainda assim ela é a grande responsável pelo efeito que esse filme tem. Colocando essa parte de lado, a história é bem fantástica, apesar de simples. É tudo muito bem acabado, muito bem pensado. É aquele tipo de filme que te puxa pelas entranhas pelo quanto ele se baseia em personagens complexos e acontecimentos realistas para provocar emoções fortes.

5# Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim vs. the World, Edgar Wright):

“This song is for the guy who keeps yelling from the balcony and it’s called ‘We Hate You, Please Die.'”

Escolher um quote para pôr embaixo da foto desse filme foi provavelmente a coisa mais difícil de fazer nesse post. Sou fã de Edgar Wright a um bom tempo, mas mesmo Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, 2004) sendo tão bom quanto é, acho que Scott Pilgrim é seu melhor filme até hoje. Todas as personagens são divertidas em sua maneira, e todos os elementos de cultura pop colocados aqui, assim como a atmosfera criada pelo filme, é um paraíso para qualquer geek. Ele literalmente conseguiu trazer estéticas de video-games e revistas em quadrinhos para um filme live action, e fazer tudo isso funcionar junto. Eu sei que eu pego no pé do Michael Cera de vez em quando, mas verdade seja dita quando é preciso, ele era perfeito para esse papel, e ele é de fato uma das melhores coisas do filme, acredite se quiser. E sem falar que, quem não saiu desse filme apaixonado pela Mary Elizabeth Winsted, que jogue a primeira pedra.

4# Toy Story 3 (Lee Unkrich):

“So long… partner.”

Bem quando eu pensava que a Pixar tinha alguma chance de não levar o Oscar de melhor animação desse ano depois que eu vi Como Treinar o seu Dragão, foi quando eles lançaram Toy Story 3. E isso coloca essa série, na minha opinião, provavelmente entre as 5 melhores trilogias de todos os tempos, isso se não estiver entre as 3. O primeiro Toy Story foi um dos filmes mais assistidos por mim durante a minha infância, e eu te digo agora que Toy Story 3 é o melhor filme da trilogia. É o filme mais épico em termos de ação que a Pixar já lançou, e é também com certeza um dos mais emocionais. Isso vindo do estúdio que praticamente todo ano faz um filme que traz metade de um cinema aos prantos. O final da história desses brinquedos que já foram tão importantes para tanta gente é absolutamente perfeito, eu não sei como alguém poderia ter dado um ponto final nessa história melhor do que foi dado. Não fossem alguns lugares comuns na história e algumas personagens um pouco caricaturadas, eu colocaria esse filme no mesmo nível de Up, que para mim é o melhor filme que a Pixar já fez, que não acabou com uma posição muito ruim na minha última lista

3# A Origem (Inception, Christopher Nolan):

“You’re waiting for a train, a train that will take you far away. You know where you hope this train will take you, but you don’t know for sure. But it doesn’t matter.”

Christopher Nolan é o meu diretor preferido. Isso é a primeira coisa que vocês precisam saber antes de eu começar a falar sobre esse filme. Ele tem uma forma de sempre trazer tudo que realmente mexe comigo em filmes para os trabalhos dele, e sempre consegue me deixar empolgado como poucos contadores de histórias conseguem. Em A Origem ele junta um elenco estelar (um dos melhores que eu vejo junto em muito tempo) para contar uma história que é um bebê completamente dele faz uns 10 anos. A ação aqui é espetacular, com algumas cenas que eu tenho muita certeza que usaram técnicas inventadas para esse filme, porque tem efeitos que eu sinceramente nunca visto antes. A forma como ele consegue construir tensão sem parar até um momento de grande clímax que em nenhuma hora decepciona, é incrível. E é exatamente o que faz esse filme ser tão impactante. Ele cria enormes expectativas, e elas sempre culminam em algo até maior do que as expectativas sugeriam.

2# A Rede Social (The Social Network, David Fincher):

“You better lawyer up asshole, because I’m not coming back for 30%, I’m coming back for everything.”

Por algum tempo eu estive bastante em dúvida sobre a ordem entre esse e o primeiro lugar. O porquê de eu acabar deixando esse em segundo vai ser melhor explicado quando eu falar sobre o primeiro. Por hora eu preciso explicar os motivos que eu tenho para achar esse filme muito próximo de ser perfeito. Tenho certeza que muita gente que viu notou o fato de um filme de duas horas parecer ter passado em 20 minutos. Isso acontece porque não existe um simples momento monótono aqui. Não existe qualquer parte que te faz olhar para o relógio e verificar quanto tempo falta para o filme acabar. Esse é o meu terceiro filme preferido da carreira de David Fincher, e isso não é pouca coisa para dizer de um dos meus diretores preferidos. Apesar disso, o filme tinha espaço para um grande defeito: falta de empatia. Com tantas personagens tão “irritantes”, poderia ter sido difícil achar uma conexão com a história. Poderia, se não fosse pelo trunfo do filme, Andrew Garfield, que não só apresenta o melhor trabalho de atuação do filme (muito embora todo o resto do elenco tenha sido bem impressionante), como sua personagem representa a alma dessa história.

1# Cisne Negro (Black Swan, Darren Aronofsky):

“I was perfect…”

Se eu estivesse tentando ser imparcial e criando as colocações baseadas em quantas qualidades o filme possui, provavelmente A Rede Social teria ficado em primeiro. Porém todos sabemos que ninguém consegue de fato fazer isso completamente. Filme, como qualquer forma de arte, é subjetivo, então sempre existe uma grande porção de pessoalidade ao falar de algo assim. Ninguém precisa estar errado, são só opiniões diferentes. Cisne Negro teve um impacto em mim que a muito tempo eu não sofria assistindo a um filme.  Eu lembro até hoje de quando eu assisti ele pela primeira vez, foi o primeiro dia de 2011, meio que uma comemoração pós-reveillon com meus amigos. Enquanto assistindo o filme parecia tudo muito bom, mas nada tinha saltado meus olhos ainda. A partir do momento que o filme terminou, eu só consegui pensar nele pelo resto do dia. E isso foi só crescendo, a ponto de, no momento que eu cheguei em casa, eu não querer ouvir música ou assistir outros filmes ou conversar com ninguém para ocupar 100% dos meus pensamentos com essa experiência, para não ser puxado para fora da atmosfera na qual eu fui colocado. Dizer o quanto Natalie Portman trabalhou bem aqui é chover no molhado, então eu não vou nem começar. Eu só agradeço pelo fato de ainda existirem diretores americanos capazes de abordar temas tão pessoais e relacionáveis para todo mundo, sempre tentando sair do comum e do garantido. É só assim que pérolas como essa conseguem nascer.